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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mulher ao Guidão!


É bonito, fala a verdade. Quando passa uma mulher num “motão” assim, bem pertinho de você, vai dizer que você não torce o pescoço para acompanhar? Na verdade, eu acho muito legal. E melhor ainda é quando a motociclista, ou motoqueira, como preferir, é consciente, prudente e se entende com a máquina. E aparições pictóricas como essa - graças a Deus, a algumas evoluções da nossa sociedade e à independência financeira da mulher - estão se tornando cada vez mais comuns.
Dia 27 de setembro, uma segunda-feira, fui almoçar com uma amiga em um conhecido restaurante da Rua da Lama, depois de uma manhã de palestras do Foco. Passando pela referida rua, a caminho de matar a fome, deparei-me com uma das maravilhas que meus olhos poderiam ver naquele dia. Digo deparei-me porque minha amiga não é o que poderíamos chamar de amante das duas rodas. Mas vamos ao que interessa.
Era linda. Toda prata. O escapamento, a tampa do tanque, o guidão, as manetes e demais parafernálias, tudo cromado. Yamaha. O ano, devia ser 2005 ou 2006. Meio dragster e meio custom. Era uma senhora Drag Star 650cc. No comando, uma mulher, visivelmente forte. Resumindo: foi uma cena adorável.
Senti-me extremamente feliz. Feliz por ver que há muitas mulheres compartilhando do mesmo gosto que eu, pelas motocicletas. Mulheres que sentem prazer em pilotar uma moto, em mostrar que também nos é possível sustentar uma máquina pesada e colocá-la em movimento, conduzindo com responsabilidade. E quando somos limitadas em tamanho e em força, não há porque sermos discriminadas pelo fato de sermos mulheres. Há muitos homens baixos ou franzinos que não conseguiriam equilibrar entre as pernas uma superbike, ou que não conseguiriam encostar os pés no chão se estivessem sobre uma enduro ou uma dual purpose, que são motos mais altas.
Não estou me vangloriando, nem sendo feminista, não me interpretem mal. Só quero expressar minha alegria pelas nossas conquistas de cada dia. Além do mais, preciso muito da opinião e da ajuda dos homens, principalmente a do meu pai – minha maior inspiração, trilheiro e motociclista muito experiente – e a do meu irmão – meu maior “consultor motociclístico” atualmente. Ora, nem estou reclamando das tantas vezes que andei na garupa, é muito legal. Só estou agradecendo por também poder, agora,estar ao guidão.